terça-feira, 28 de outubro de 2008

Questão 75 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

A variável objTxtRd é uma extensão do tipo string que está relacionada com a variável str_filename.

=> Não existe relação entre str_filename e objTxtRd. Ambas pertencem a tipos de dados diferentes. A primeira é do tipo string e a segunda, do tipo XmlTextReader.

Resposta ERRADA.

Questão 74 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

O trecho de código em questão indica a leitura de algum tipo de dado com formatação em XML.

=> O trecho de código utiliza um tipo XMLTextReader, declarado para a variável ObjTxtRd. Tal variável permite a leitura de um arquivo texto no formato XML. O loop while lê todo o arquivo XML em questão e preenche uma Listbox com os dados encontrados no arquivo.

Questão CERTA.

Questão 73 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

A procedure em apreço indica um trecho de código associado a algum tipo de evento.

=> Há dois indícios de que a procedure apresentada manipula um evento. Primeiro, o nome da procedure denuncia seu propósito, embora o examinador pudesse ter colocado qualquer nome... Segundo, os parâmetros passados à procedure são um 'sender', que é o objeto que disparou o evento; e uma lista de argumentos para manipulação do evento. Tal formato é padronizado pelo Delphi nas chamadas de eventos.

Questão CERTA.

Questão 72 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

A instrução While objTxtRd.Read do indica um loop no Delphi; entretanto, está sintaticamente errada porque precisa de um ponto-e-vírgula no final da linha.

=> A instrução while é o início de um bloco e portanto não aceita ponto-e-vírgula ao seu final, assim como begin, case, do, etc. O sinal só aparece após a primeira instrução do bloco.

Questão ERRADA.

Questão 71 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

A instrução str_filename : string; está sintaticamente correta na linguagem Delphi 8.

=> Esta linha declara a variável str_filename do tipo string. A declaração está sintaticamente correta.

Questão CERTA.

Questões 71 a 75 - STJ 2008 Técnico Informática (Delphi)

As questões de 71 a 75 são sobre Delphi 8 e tem com base o seguinte trecho de código:

procedure TWinForm.Button1_Click(sender: System.Object; e: System.EventArgs);
var
..str_filename : string;
..objTxtRd : XmlTextReader;
begin
..OpenFileDialog1.ShowDialog();
..str_filename := OpenFileDialog1.FileName;
..ListBox1.Items.Clear;
..objTxtRd := XmlTextReader.Create (str_filename);
..while objTxtRd.Read do
....begin
......case objTxtRd.NodeType of .........XMLNodeType.Text:ListBox1.Items.Add(objTxtRd.Value);
.........XMLNodeType.Whitespace:ListBox1.Items.Add(objTxtRd.NodeType);
......else
.........listBox1.Items.Add(objTxtRd.Name + ' is type ' + ...........System.Convert.ToString(objTxtRd.NodeType));
......end;
....end;
end;

** os pontos foram usandos antes de algumas linhas de código por limitação deste blog

Questão 80 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

A instrução Import java.util.Arrays está sintaticamente errada porque precisa terminar com ponto-e-vírgula no final da sentença.

=> De fato existe um erro no código, pois o ponto-e-virgula é necessário ao fim de cada instrução.

Questão Certa.

Questão 79 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

A instrução System.out.println("Before(copy) \t\t" + Arrays.toString(copy) + "\n"); está sintaticamente correta em Java.

=> A função System.out.println em Java permite uma concatenação de strings como parâmetro. Para concatenação utiliza-se o sinal '+'. Dentro de strings em Java é possível inserir caracteres de controle, indicativo de tabulações '\t', quebra de linha '\n', dentre outros.

Questão Certa.

Questão 78 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

A instrução copy[0] = "A"; cria um objeto cujo conteúdo é cópia do conteúdo da string "A" e insere este objeto na última posição de uma cadeia de strings.

=> A instrução em questão preenche a primeira posição da string 'copy' com o caractere "A". Ela não cria objeto algum, pois a declaração desta string encontra-se na linha 5 (String copy[]=...).

Questão Errada.

Questão 77 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

A classe ArrayCopy é pública, apesar de definir System.out.printf, que é um método privado.

=> A classe ArrayCopy é declarada como pública. Até aqui a questão está correta. Porém, a classe ArrayCopy não define System.out.printf, mas apenas a utiliza. System.out.printf é parte dos pacotes do Java, que por sinal não foi importado no trecho de código apresentado.

Questão Errada.

Questão 76 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

O trecho de código acima ilustra um exemplo de como fazer manipulação de dados com matrizes.

=> O código apresenta manipulação de strings, que são um tipo de matriz (ou array).

Resposta Certa.

Questões 76 a 80 - STJ 2008 Técnico Informática (Java)

As questões de 76 a 80 são sobre a linguagem Java. O seguinte trecho de código é dado:

import java.util.Arrays
public class ArrayCopy {
..public static void main(String args[]) {
....System.out.printf("Before (original)\t%s%n", Arrays.toString(args));
....String copy[] = Arrays.copyOf(args, 4);
....System.out.println("Before(copy) \t\t" + Arrays.toString(copy) + "\n");
....copy[0] = "A";
....copy[1] = "B";
....copy[2] = "C";
....copy[3] = "D";
....System.out.printf("After (original)\t%s%n", Arrays.toString(args));
....System.out.printf("After (copy)\t\t%s%n", Arrays.toString(copy));
..}
}

** os pontos foram usandos antes de algumas linhas de código por limitação deste blog

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Questão 65 - STJ Técnico Informática

O comando CREATE INDEX, usado para criar um parâmetro relacionado com uma tabela para buscar dados mais rapidamente, é considerado como DDL.

=> o comando CREATE INDEX é DDL, uma vez que cria uma nova estrutura no esquema do banco. Esta estrutura, um índice, serve para buscar mais rápido os dados numa tabela.

Resposta CERTA.

Questão 64 - STJ Técnico Informática

O comando DROP TABLE, usado para excluir um registro dos índices de manipulação de tabelas, é considerado como DML.

=> DROP TABLE é um comando SQL para remover uma tabela do banco, logo é um comando DDL (Data Definition Language), pois muda a estrutura (ou esquema) do banco.

Questão ERRADA.

Questão 63 - STJ Técnico Informática

O comando INSERT INTO é capaz de inserir novos dados em um banco de dados, mas não é classificado como DML nem como DDL.

=> o comando INSERT INTO faz o que é dito na questão: insere dados no banco, então é DML (Data Manipulation Language).

Questão ERRADA.

Questão 62 - STJ Técnico Informática

O comando SELECT, capaz de extrair dados de uma tabela é considerado como DML.

=> comando mais comum para extração de dados em tabelas de um banco relacional. Assim como o DELETE da questão 61, faz parte da DML (Data Manipulation Language)

Questão CERTA.

Questão 61 - STJ Técnico Informática

O comando DELETE, capaz de excluir dados de um banco de considerado como DDL.

=> o comando DELETE é utilizado para exclusão de linhas (registros, tuplas, etc) nas tabelas de um banco relacional. Pode realizar exclusão todas as linhas da tebala ou de um sub-conjunto delas, conforme condição numa cláusula where. Por isto mesmo é um comando de DML (Data Manipulation Language) e não de DDL (Data Definition Language).

Questão ERRADA.

Questões 61 a 65 - STJ Técnico Informática

O enunciado para este bloco de questões é:

Acerca da linguagem SQL, usada para fazer a manipulação e a definição de dados em sistemas gerenciadores de banco de dados, julgue os itens subseqüentes.

Questão 120 - STJ Analista Informática

As quatro camadas inferiores do modelo OSI correspondem às três camadas inferiores da arquitetura TCP/IP.

=> como ja visto na questão 116, as 4 camadas inferiores das duas pilhas de protocolo se equivalem:

1) física;
2) enlace;
3) rede (IP)
4) transporte (TCP)

Questão ERRADA.

Questão 119 - STJ Analista Informática

A camada de enlace de dados do modelo OSI tem por finalidade estabelecer um canal de dados livre de erros.

=> atenção para esta pergunta! Não confundir o termo 'canal livre de erros' com 'correção de erros', este último um aspecto opcional na camada. Os erros podem ou não ser corrigidos na camada de enlace (camada 2). Mas quer sejam ou não corrigidos os erros, a camada 2 tem de prover a trasmissão de quadros sem erros para a camada superior, a de rede. Quando não há correção automática de erros, os quadros são retransmitidos.

Questão CERTA.

Questão 118 - STJ Analista Informática

As funções de criptografia, tradução sintática e compressão dizem respeito à camada de sessão no modelo OSI.

=> no modelo OSI a função da camada de sessão é estabelecer e manter a conexão entre dois hospedeiros. As funções de criptografia, tradução sintática e compressão são função da camada de apresenteção, também conhecida como camada de tradução.

Questão ERRADA.

Questão 117 - STJ Analista Informática

A camada de transporte da arquitetura TCP/IP tem por finalidade a confiabilidade de fim-a-fim, correspondendo à camada do modelo OSI de mesmo nome.

=> como dita na questão anterior, a camada TCP (camada 4) equivale à camada de tranporte do modelo OSI (também camada 4) e ambas tem a mesmo objetivo: prover comunicação fim-a-fim entre os hosts.

Para mais detalhes, ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_OSI ou Kurose 3a edição página 143 e seguintes para o TCP.

Questão CERTA.

Questão 116 - STJ Analista Informática

As quatro camadas superiores do modelo OSI equivalem à camada de aplicação da arquitetura TCP/IP.

=> as três primeiras camadas do modelo OSI são: Aplicação (7), Apresentação (6) e Sessão (5). Abaixo delas está a camada de transporte (4), equivalente ao TCP na pilha TCP/IP. Desta forma as 3 camadas iniciais do modelo OSI correspondem à camada de aplicação do modelo TCP/IP. Como veremos adiante, da camada 1 à camada 4 as duas pilhas de protocolo são conceitualmente similares. A diferença mais forte foi justamente cobrada nesta questão.

Questão ERRADA.

Questões 116 a 120 - STJ Analista Informática

As 5 questões seguintes referem-se ao modelo OSI e TCP/IP, onde foram feitas algumas comparações entre ambos.

Questão 115 - STJ Analista Informática

Os sistemas de criptografia assimétrica utilizam duas chaves: uma pública, que é usada para cifração; e uma privada, que é usada para decifração.

=> questão simples, para que já foi apresentado à matéria. Trata-se de um resumo de definição de criptografia assimétrica.

Questão CERTA.

Questão 114 - STJ Analista Informática

Do ponto de vista do custo computacional, os sistemas assimétricos apresentam melhor desempenho que os sistemas simétricos.

=> esta também foi quase de graça. Algoritmo simétricos utilizam apenas uma chave para cifrar e para decifrar - a mesma chave nos dois lados. Algoritmos assimétrico, como o RSA das questões 111 e 112, depende de complexos algoritmos, envolvendo números primos e com muitos dígitos. Uma análise superficial já define a resposta.

Questão ERRADA.

Questão 113 - STJ Analista Informática

Os sistemas de criptografia simétrica utilizam apenas uma chave, que é usada tanto para cifração quanto para decifração.

=> criptografia simétrica é aquela que se utiliza da mesma chave nas duas pontas da comunicação. Esta questão foi uma chance para não zerar a prova.

Questão CERTA.

Questão 112 - STJ Analista Informática

O esquema OAEP apresenta segurança demonstrável no caso em que utiliza o RSA, devido às propriedades deste último.

=> estamos diante de uma questão nada simples. Já conhecemos o RSA da questão 111 (post anterior) e sabemos que o algoritmo é bastante seguro, mas ainda assim pode sofrer ataques. A pergunta induz os não iniciados a confundir segurança demonstrável com certeza de que não haverá quebra da chave. Estamos diante de coisas bem diferentes. O OAEP pretende tornar o RSA mais seguro e é utilizado pelo Oracle, por exemplo, para cifrar senhas. A segurança do OAEP é demonstrável, na medida em que já está atrelada ao próprio algoritmo RSA que é público. Demonstrar a segurança do OAEP é uma questão apenas de realização de cálculos baseada em um algorimo já conhecido.

Apesar de dificuldade em encontrar material sobre o assunto, um bom texto encontra-se em http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&ct=res&cd=1&url=http%3A%2F%2Fwiki.di.uminho.pt%2Ftwiki%2Fpub%2FEducation%2FCriptografia%2FCriptografiaMestrados0607%2FRelatorio_RSA-OAEP.doc&ei=z7fqSMPWDJyu8ASi-tSKDA&usg=AFQjCNFBtOWG8y0cKcj1g9P2RH9j_cSaSw&sig2=gskhjcxTZS_0rPV783_XoQ

Questão CERTA.

Questão 111 - STJ Analista Informática

O sistema RSA é seguro contra ataques adaptativos de texto cifrado escolhido.

=> o algoritmo RSA é um dos mais bem sucedidos para criptografia assimétrica. Ele apresenta robustez e exigiria um poder de processamento gigantesco (atualmente indisponível no mundo) para a quebra de uma única chave. Para uma introdução ao RSA, consultar: http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20070611.php ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Rsa

Apesar do sucesso do RSA ele não está imune a tentativas de decifração por criptoanalistas. Sob certas condições é possível ao criptoanalista obter algumas vitórias sobre este engenhoso algoritmo. Por exemplo, uma mensagem muito pequena, uma chave pequena, dentro outros. O ataque indicado na questão (adaptativo de texto cifrado escolhido) é uma das técnicas comumente empregadas por quem tenta quebrar o algoritmo. Para esclarecer melhor sobre ataque acima, considere que:

1) ataque de texto cifrado escolhido: é um ataque onde o adversário escolhe o texto cifrado obtendo em seguida o correspondente texto claro. Uma forma de montar este tipo de ataque é dado pela obtenção do equipamento usado para cifrar os textos, embora sem obter a correspondente chave de encriptação. O objetivo é então conseguir, sem acesso ao referido equipamento, deduzir o texto claro de outros textos cifrados;

2) ataque adaptativo de texto cifrado escolhido: é um ataque do tipo anterior em que a escolha do texto cifrado pode depender de um texto claro anterior.

Resumindo: pode desconfiar de qualquer questão que afirme que algum algoritmo é imune a ataques. Porém é necessário você conhecer os tipos de ataque existentes!

Questão ERRADA.

Questões 111 a 115 - STJ Analista Informática

O bloco seguinte é sobre sistemas criptográficos...

Mais sobre redes - STJ Analista Informática

Continuando nossos estudos, nos reuniremos amanhã para discutir ainda as questões de rede da prova de técnico do STJ. Surgiram muitos elementos novos para esclarecer dúvidas e melhorar nossa visão do assunto.

Porém, para aproveitar o conhecimento adquirido nos últimos dias, já vou adiantando a análise das questões de redes da prova 2 do STJ, de 28-09-2008. São apenas 10 questões, as de 111 a 120, as últimas desta prova.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Questão 120 - STJ Técnico Informática

As redes privadas que usam o mesmo tipo de equipamentos finais, roteadores, enlaces e protocolos da Internet são freqüentemente denominadas intranets.

=> esta questão (a última da prova!) apresenta ambiguidade. A depender de como seja lida, pode estar certa ou errada. Vejamos: se for lida considerando que os equipamentos finais são do mesmo tipo, que os roteadores são do mesmo tipo, etc. estaria errada. Mas se lida considerando que todos os itens listados tem que ser do mesmo tipo que existem na internet a questão está certa. Em bom português, a segunda forma de leitura é a mais adequada. Bem que esta questão poderia estar na prova de Língua Portuguesa! É bem provável que alguém entre com recurso...

Questão CERTA.

Questão 119 - STJ Técnico Informática

HTTPS (hyper text transfer protocol secure), que verifica um certificado digital por meio de criptografia simétrica, é uma implementação do protocolo HTTP sobre uma camada SSL ou TLS.

=> conforme http://pt.wikipedia.org/wiki/Https o protocolo HTTPS opera sobre SSL (secure sockets layer) ou sobre TLS (transport layer security). Até aqui, tudo bem. Acontece que os certificados digitais operam com criptografia assimétrica, uma vez que é necessário que haja uma chave pública e outra privada - necessariamente diferentes entre si.

Questão ERRADA.

Questão 118 - STJ Técnico Informática

O acesso a páginas web, o e-mail, a transferência de arquivo, o login remoto e os grupos de discussão adotam o modelo cliente-servidor.

=> questão óbvia, porém pode confundir os candidatos que não se recordam do que seja grupo de discussão neste contexto. Trata-se de serviço de newsgroup, atualmente pouco usado. Em todo caso, todos os serviços citados adotam o modelo cliente-servidor e atuam na camada de aplicação.

Questão CERTA.

Questão 117 - STJ Técnico Informática

O RIP (routing information protocol) foi um dos primeiros protocolos de roteamento entre sistemas autônomos da Internet.

=> RIP é um protocolo de roteamento intra-AS (AS = sistema autônomo, em inglês). Outro protocolo para roteamento intra-AS é o OSPH (open shrot path first). O protoloco usando na internet para roteamento inter-AS, ou seja, entre sistemas autônomos é o BGP (border gateway protocol). Mais detalhes sobre protocolos de roteamento, consultar Kurose, 3a edição, página 290 e seguintes.

Questão ERRADA.

Questão 116 - STJ Técnico Informática

A tecnologia denominada cookies tem quatro componentes e permite, por parte de sítios web, o monitoramento de usuários.

=> segundo Kurose, 3a edição, página 76, cookies permitem que sites monitores seus usuários. Os componentes de um cookie são 4: 1) uma linha de cabeçalho de cookie na mensagem de resposta HTTP; 2) uma linha de cabeçalho de cookie na mensagem de requisição HTTP; 3) um arquivo de cookie no sistema final do usuário (gerenciado pelo navegador); e 4) um banco de dados de apoio no site web.

Questão CERTA.

Questão 115 - STJ Técnico Informática

O gigabit ethernet é um protocolo de camada de enlace e não faz parte da especificação da arquitetura do TCP/IP.

=> questão que pode levantar dúvida até com os mais experientes em redes. O padrão gigabit ethernet (802.3) não foi definido para uso exclusivo do TCP/IP - pelo contrário, foi definido pelo IEEE para uso geral. Assim, não faz parte das espeficicações do TCP/IP, mas é um dos protocolos de enlace de que ele pode se servir para transmissão de dados.

Questão CERTA.

Questão 114 - STJ Técnico Informática

O protocolo IGMP é utilizado para gerenciamento de conexões em grupos do tipo broadcast.

=> conforme Kurose 3a edição página 308 e seguintes, o protocolo IGMP (internet group management protocol) lida com muiltcast e não broadcast.

Questão ERRADA.

Questão 113 - STJ Técnico Informática

A máquina de estado do protocolo TCP do lado do cliente permite o estado de escuta (listen).

=> o estado de escuta no TCP só ocorre no lado servidor, para receber novas conexões.

Questão ERRADA.

Questão 112 - STJ Técnico Informática

A multiplicação de uma conexão com TCP/IP é possível porque os protocolos de transporte são capazes de gerenciar várias conexões simultâneas em portas diferentes.

=> esta afirmação pode parecer estranha a princípio, ainda mais que o candidato pode suspeitar que o examinador deveria ter dito multiplexação em lugar de multiplicação. Os protocolos de transporte de fato podem gerenciar diversas conexões, multiplexando-as, inclusive em portas diferentes (ver Kurose, 3a edição, página 178 e seguintes), aumentando o desempenho e tendendo a explorar os recursos de rede em seu limite.

Questão CERTA.

Questão 111 - STJ Técnico Informática

O IP é um protocolo de camada de rede, não-orientado a conexão e que garante entrega de quadros.

=> para referência completa ao IP, ver Kurose 3a edição, a partir da página 255. A única parte errada da questão está na garantia de entrega. Os quadros da camada de rede (IP) são chamados datagramas. O IP realiza a entrega dos datagramas para o próximo nó da rede (roteador, switch, hub, estação final, etc) sem se preocupar com a garantia de entrega. Preocupações de garantia de entrega de pacotes encontram-se na camada de transporte e, eventualmente, na camada de enlace.

Questão ERRADA.

Questão 110 - STJ Técnico Informática

O protocolo telnet, utilizado em servidores Linux, pode se integrar com serviços de autenticação de usuários por meio do LDAP.

=> para um resumo do LDAP, veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Ldap

Como é um protocolo de aplicação que prove serviço de diretório e autenticação, ele pode centralizar as requisições de login na rede, feitas por diversos protocolos de nível de aplicação. A idéia é centralizar a autenticação e evitar que o mesmo usuário tenha diversos logins na rede. O telnet é uma das aplicações que se beneficia do LDAP.

Questão CERTA.

Questão 109 - STJ Técnico Informática

O protocolo HTTPS prevê o uso de pelo menos um certificado digital no lado do servidor.

=> o protocolo HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure) permite conexão segura entre cliente e servidor, através de criptografia. Para seu funcionamento é necessário que existe pelo menos o certificado digital do lado servidor, para que posso ocorrer a troca segura de dados.

Questão CERTA.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Questão 108 - STJ Técnico Informática

O SNMP tem capacidade de ler e escrever em dispositivos de rede que têm esse protocolo habilitado, por meio de dois comandos básicos: Read e Write.

=> interessante e abrangente trabalho sobre SNMP pode ser encontrado em Kurose 3a edição, pagina 578 e seguintes. Uma leitura rápida no protocolo já permite visualizar sua complexidade e importância no gerenciamento de redes. No que tange à questão em si, o SNMP opera via comandos GET e SET. Uma referência resumida pode ser encontrada em http://pt.wikipedia.org/wiki/Snmp

Questão ERRADA.

Questão 107 - STJ Técnico Informática

O protocolo POP3 é utilizado para o recebimento de mensagens por meio de um servidor de correio eletrônico, cifrando os dados relacionados a determinado usuário e utilizando a porta 110 com protocolo TCP.

=> o protocolo POP3 é um dos protocolos para recebimento de email, do lado cliente, na porta 110, através de conexões TCP e opera na camada de aplicação. Só não cifra os dados, apenas existe a autenticação inicial através de usuário/senha. O objetivo do examinador é confundir o candidato, visto que a autenticação exige senha, porém uma vez ocorrida a autenticação, os dados fluem em formato aberto, comum, via conexão TCP. Um resumão do POP3 pode ser achado aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pop3

Questão ERRADA.

Questão 106 - STJ Técnico Informática

Uma das funções do serviço de nomes (DNS) é fazer a tradução de endereços IP em nomes de domínios qualificados (FQDN), usando o protocolo UDP.

=> uma boa referência ao assunto pode ser encontrada em Kurose, 3a edição, página 96, item 2.5 e seguintes. Vale lembrar que o DNS é um protocolo de camada de aplicação e utiliza-se do protocolo UDP, da camada de transporte. Evitando conexões TCP, o DNS aumenta o desempenho e reduz o tráfego na rede.

Questão CERTA.

Questão 105 - STJ Técnico Informática

O método de acesso ao meio utilizado pelo padrão ethernet denomina-se CDMA/CA.

=> o protocolo de acesso ao meio para ethernet é o CSMA/CD (carrier sense multiple access with collision detection). Ver página 360 de Kurose 3a edição. O CSMA/CA (carrier sense multiple access with collision avoidance) é o protocolo de enlace usado pelo padrão 802.11 para o ar (ver Kurose 3a edição, página 404). Quanto ao CDMA/CA, são raras as referências a ele, quem souber algo mais esclarecedor, por favor comente. O examinador naturalmente quis aqui causar confusão com a sopa de letrinhas e induzir o candidato ao erro.

Questão ERRADA.

Questão 104 - STJ Técnico Informática

PPPoE é um dos protocolos empregados no estabelecimento de conexões ADSL.

=> Em http://pt.wikipedia.org/wiki/PPPoE há uma boa explicação sobre PPP e PPPoE. PPP é "um protocolo desenvolvido para permitir acesso autenticado e transmissão de pacotes de diversos protocolos, originalmente em conexões de ponto a ponto (como uma conexão serial). É utilizado nas conexões discadas à internet. O PPP encapsula o protocolo TCP/IP, no acesso discado à internet."

Já o PPPoE (point-to-point over ethernet) nada mais é do que uma adaptação do PPP para funcionar em redes Ethernet. "É um protocolo para conexão de usuários em uma rede Ethernet à Internet. Seu uso é típico nas conexões de um ou múltiplos usuários em uma rede LAN à Internet através de uma linha DSL, de um dispositivo wireless (sem fio) ou de um modem de cabo broadband comum. O protocolo PPPoE deriva do protocolo PPP. O PPPoE estabelece a sessão e realiza a autenticação com o provedor de acesso a Internet."

Como ADSL é um tipo de DSL, questão CERTA.

Questão 103 - STJ Técnico Informática

O padrão de rede sem fio IEEE 802.11g especifica velocidades de transmissão de até 108 Mbps.

=> assim como em outros protocolos é preciso decorar os limites. Em http://pt.wikipedia.org/wiki/IEEE_802.11 é possível observar toda a lista de padrões IEEE 802.11, com suas características e histórico evolutivo. O padrão IEEE 802.11g opera no limite de 54 Mbps.

Questão ERRADA.

Questão 102 - STJ Técnico Informática

A tecnologia frame relay é capaz de detectar erros na transmissão de dados, mas não os corrige.

=> visando a performance, as redes frame relay operam na camada 2 de forma simplificada, sem verificação de sequência de quadros (frames), sem correção de erros e sem quadros de confirmação. Embora possa detectar erros nos quadros, eles não são corrigidos. Devido a estas características a banda é melhor aproveitada com esta tecnologia de transmissão.

Em http://pt.wikipedia.org/wiki/Frame_relay podemos ter um resumo do frame relay. Destaque para o paragrafo abaixo, que reforça o entendimento de nossa questão:

"Protocolo Frame Relay, sendo descendente direto do X-25, utiliza-se das funcionalidades de multiplexação estatística e compartilhamento de portas, porém com a alta velocidade e baixo atraso (delay) dos circuitos TDM. Isto é possível pois o mesmo não utiliza o processamento da camada de rede (layer 3) do X.25. Isto exige redes confiáveis para a sua implementação eficiente, pois em caso de erro no meio de transmissão, ocorre um aumento significativo no número de retransmissões, pois a checagem de erros ocorre somente nas pontas."

Questão CERTA.

Questão 101 - STJ Técnico Informática

FDDI é uma tecnologia de rede que opera em pequenas áreas geográficas e oferece um throughput maior que o da tecnologia fast ethernet.

=> definição para fast ethernet na Wikipedia: "Em Rede de computadores, Fast Ethernet é um termo para vários padrões da Ethernet que levam o tráfego de dados à taxa nominal de 100 Mbit/s, contra a taxa de transmissão de 10 Mbit/s da Ethernet original. O padrão mais comum da Ethernet de 100 megabit é o 100BASE-TX (T = Cobre do Par Trançado) sendo apoiado por todos os fabricantes de placa de rede. Fast Ethernet Full duplex também é chamado de "200 Mbit/s" por estar "enganando" a rede com um aumento de melhoria através do uso bidirecional para trafegar dados, mas só será alcançado este padrão se o tráfego for simétrico. Fast Ethernet foi introduzido em 1995 e permaneceu a versão mais rápida de Ethernet durante três anos até ser substituído pelo gigabit Ethernet."

Definição para FDDI na Wikipedia: "As redes FDDI adotam uma tecnologia de transmissão idêntica às das redes Token Ring, mas utilizando, vulgarmente, cabos de fibra óptica, o que lhes concede capacidades de transmissão muito elevadas (em escala até de Gigabits por segundo) e a oportunidade de se alargarem a distâncias de até 200 Km, conectando até 1000 estações de trabalho. Estas particularidades tornam esse padrão bastante indicado para a interligação de redes através de um backbone – nesse caso, o backbone deste tipo de redes é justamente o cabo de fibra óptica duplo, com configuração em anel FDDI, ao qual se ligam as sub-redes. FDDI utiliza uma arquitetura em anel duplo."

Através das duas definição podemos ter certeza de que o FDDI é superior ao fast ethernet em velocidade (throughput, que neste caso simples aquivale à própria velocidade do meio físico). Mas e quanto à primeira parte da questão? O que seria uma 'pequena área geográfica'? Não pude apurar ainda dados para comprovar a afirmação, mas o gabarito consta como questão certa. Em termos da Internet como um todo, 200km seria uma pequena área geográfica. Aguardo comentários.

Quatão CERTA.

Questões 101 a 105 - STJ Técnico Informática

Para as questões 101 a 105, o enunciado é o seguinte:

No que diz respeito a tecnologias e padrões para interligação de redes locais e de longa distância, julgue os itens a seguir.

Questão 100 - STJ Técnico Informática

A tabela de roteamento do roteador, na situação apresentada, deve possuir, no mínimo, duas entradas, para permitir o acesso dos usuários da rede local à Internet.

=> supondo que apenas um dos switches esteja ligado ao roteador e este esteja ligado a um ISP (provedor), devem existir pelo menos 2 rotas no roteador: uma para fora, ou seja, apontando para o ISP; outra para dentro da sub-rede, para alcançar o switch.

Questão CERTA.

Questão 99 - STJ Técnico Informática

Nessa rede local, o roteador deve ser responsável pelo tratamento de todos os protocolos da camada de aplicação.

=> esta definição aplica-se melhor a um firewall e não a um roteador. Roteadores lidam com datagramas e trabalham apenas até a camada 3, enquanto que aplicação é camada 5 (na pilha TCP/IP) ou camadas 7 no modelo OSI.

Questão ERRADA.

Questão 98 - STJ Técnico Informática

Como a rede possui dois switches, o tráfego de broadcast, em camada 2, deverá estar isolado a um único switch.

=> a questão pode deixar em dúvida até os mais experientes na prática de redes. Porém devemos lembrar que um switch evita colisões numa mesma sub-rede, mas não pode (e não deve!) isolar o tráfego em broadcast. Senão, como seria possível uma estação transmitir em broadcast num segmento de rede e alcançar estações de outro segmento? Se não ficou convencido, vela a leitura do tópico em Kurose, 3a edição, no capítulo 4 sobre camada de rede, página 308. Recomendo tambem uma olhada neste bem organizado site: http://informatica.hsw.uol.com.br/lan-switch13.htm

Questão ERRADA

Questão 97 - STJ Técnico Informática

Caso os dois switches sejam do tipo gigabit ethernet, a interligação desses dois componentes da rede por meio de cabo da categoria 5e deverá respeitar o limite máximo de comprimento do cabo de 100 metros, para evitar comprometimento da largura de banda.

=> como visto na questão 92, "Categoria do cabo 5e (CAT5e): é uma melhoria da categoria 5. Pode ser usado para frequências até 125 MHz em redes 1000BASE-T gigabit ethernet. Ela foi criada com a nova revisão da norma EIA/TIA-568-B."

Quanto ao tamanho, "Unshielded Twisted Pair - UTP ou Par Trançado sem Blindagem: é o mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes industriais devido ao fácil manuseio, instalação, permitindo taxas de transmissão de até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5; é o mais barato para distâncias de até 100 metros; Para distâncias maiores emprega-se cabos de fibra óptica. Sua estrutura é de quatro pares de fios entrelaçados e revestidos por uma capa de PVC. Pela falta de blindagem este tipo de cabo não pode ser instalado próximo a equipamentos que possam gerar campos magnéticos (fios de rede elétrica, motores) e também não podem ficar em ambientes com humidade.". Podemos encontrar em diversas referências a cabos de par trançado o limite de 100m.

Questão CERTA.

Questão 96 - STJ Técnico Informática

O acesso à Internet pode ser controlado por um proxy devidamente configurado, desde que esse proxy esteja fisicamente localizado antes do referido roteador.

=> a primeira parte da questão está correta, no entando a segunda parte não. Um proxy não precisa estar fisicamente localizado antes do roteador. Ele pode estar fora da sub-rede em questão, podendo localizar-se em outra sub-rede ou no ISP (internet solution provider - provedor). A decisão sobre a localização do proxy fica a cargo do adminitrador da rede, de acordo com a conveniência, política de segurança, investimentos, etc. Exemplo típico são as cada vez mais comuns redes domésticas sem fio, que contém um AP (access point) ligado a um ISP. O AP é um roteador, mas a função de proxy está fisicamente no provedor.

Questão ERRADA.

Questões 96 a 100 - STJ Técnico Informática

Para as questões 96 a 100, o enunciado é o seguinte:

Considere uma rede local interconectada por dois switches e um roteador. O roteador tem por principal função conectar essa rede com a Internet e com outras redes locais. Com relação a essa situação hipotética, julgue os seguintes itens.

Questão 95 - STJ Técnico Informática

Nas fibras ópticas, ocorre o problema de alargamento do pulso transmitido devido a fenômenos intrínsecos. No entanto, esse problema vem sendo minimizado com o uso de índice de refração da fibra com perfil degrau.

=> inicialmente, vamos definir o que vem a ser alargamento de pulso: "O que é dispersão? Geralmente a luz que propaga numa fibra óptica é injetada na forma de um pulso. Ao longo da propagação, os pulsos ópticos vão se espalhando, ou alargando temporalmente. Esse fenômeno é conhecido com dispersão. A dispersão faz com que os pulsos cheguem ao final da fibra com uma largura maior do que a inicial." (retirado de http://jf.eti.br/estudos-sobre-fibras-opticas/). Confirmamos assim a primeira parte da questão, cuja afirmação está correta.

No entanto, a segunda parte da questão afirma que o problema é reduzido com perfil degrau. Não pude até agora apurar esta afirmação diretamente onde pesquisei, porém no link http://www.coladaweb.com/fisica/fibra.htm fica claro que "índice degrau" é uma tecnologia mais antiga e mais simples para fibras. Já as fibras multimodo índice gradual são mais rápidas que as de índice degrau. Já podemos inferir apenas por este aspecto que as fibras com perfil degrau tem piores índices de refração e portanto mais propensas ao alargamento de pulso.

Questão ERRADA.

Questão 94 - STJ Técnico Informática

As fibras ópticas podem ser classificadas segundo suas características básicas de transmissão, que são diretamente relacionadas ao perfil de índices de refração da fibra e à sua capacidade de conduzir um ou vários modos de propagação.

=> para definir índice de refração, consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_refrac%C3%A7%C3%A3o Note que é uma definição genérica, sendo que quando maior o índice, melhor a velocidade. Sem dúvida o índice é importante na classificação dos tipos de fibras óticas.

No link http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_otica encontra-se a distinção entre fibras monomodo e multimodo. Resumindo:

  • Monomodo:
    • Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra.
    • Dimensões menores que as fibras ID.
    • Maior banda passante por ter menor dispersão.
    • Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal.
  • Multimodo:
    • Permite o uso de fontes luminosas de baixa ocorrência tais como LEDs (mais baratas).
    • Diâmetros grandes facilitam o acoplamento de fontes luminosas e requerem pouca precisão nos conectores.
    • Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de implementação.
Já no link http://www.coladaweb.com/fisica/fibra.htm há uma outra classificação, porém mais voltada para telecomunicações.

Qualquer que seja a fonte consultada, no entanto, fica bem claro que estes dois aspectos das fibras são determinantes para a escolha correta numa situação real.

Questão CERTA.

Questão 93 - STJ Técnico Informática

No projeto de um cabo metálico, para proteger os fios do cabo contra interferências de sinais indesejáveis, podem ser utilizadas as técnicas de blindagem e de cancelamento.

=> mais um pergunta para confundir quem não ando lendo sobre camada física. No dia-a-dia do trabalho com redes é comum o termo blindagem, de uso mais geral. Parece muito natural que um fio seja blindado contra interferências eletro-magnéticas. Mas e o cancelamento? Para compreendê-lo, segue um trecho copiado do site http://www.guiadohardware.net/comunidade/cabo-rede/806553/

"Quando você faz um sinal passar por um fio, esse sinal faz com que seja gerado um campo magnético em torno desse fio.

Da mesma forma, o contrário é verdadeiro: quando você passa um fio por um campo magnético, por sua vez, esse campo magnético gera um sinal dentro do fio.

Ou seja: se você passa dois fios, um do lado do outro, quando você passa um sinal pelo primeiro fio, gera um campo magnético, que por sua vez gera um sinal no outro fio. Se esse outro fio não estiver sendo usado pra nada, tudo bem; mas se estiver sendo usado pra passar um outro sinal, é muito ruim, pois os dois sinais vão se misturar, gerando um efeito chamado "Linha Cruzada" (crosstalk).

Alguém um dia descobriu, no entanto, que se você pegar esses dois fios e enroscá-los um no outro ("trançamento"), e fazer com que esse sinal que você quer passar vá por um fio e volte pelo outro, você faz com que a interferência de um cancele a do outro. Esse efeito é chamado de "Cancelamento", e é a base de funcionamento do cabo de par trançado.

Dentro de um cabo ethernet CAT5E você vai encontrar quatro pares de fios, cada um deles trançado a um determinado número de voltas por metro. Essa medida não é "chute", e sim o resultado de estudos profundos por parte dos fabricantes.

Assim, se você monta seu cabo sem obedecer ao padrão de cores, podem acontecer duas coisas:

- os sinais não passarem pelo mesmo par. Isso é o pior que pode acontecer, pois assim, em vez das interferências se cancelarem, elas se somam.

- os sinais passarem por pares que não têm o nível de trançamento necessário. Esse problema não é tão grave, mas pode fazer com que cabos longos não funcionem direito."

Um material resumido introdutório sobre pares trançados pode ser encontrando em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_de_par_tran%C3%A7ado

Questão CERTA

Questão 92 - STJ Técnico Informática

Quanto mais elevada for a classificação ou categoria de um cabo UTP, maior é a sua capacidade de transmitir dados.

=> esta questão de tão simples e óbvia, pode levar o candidato a suspeitar dela. Para não deixar dúvidas, veja os seguintes links: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_de_par_tran%C3%A7ado e http://www.microlan.com.br/configuracoes-cabo-utp.html (parece que temos um caso aqui de CTRL+C, CTRL+V...)

Resumindo:

Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA-568-B e são divididos em 7 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores, veja abaixo um resumo simplificado dos cabos UTP.

  • Categoria do cabo 1 (CAT1): Consiste em um cabo blindado com dois pares trançados compostos por fios 26 AWG. São utilizados por equipamentos de telecomunicação e rádio. Foi usado nas primeiras redes Token-ring mas não é aconselhável para uma rede par trançado.
(CAT1 não é mais recomendado pela TIA/EIA).
  • Categoria do cabo 2 (CAT2): É formado por pares de fios blindados (para voz) e pares de fios não blindados (para dados). Também foi projetado para antigas redes token ring E ARCnet chegando a velocidade de 4 Mbps.
(CAT2 não é mais recomendado pela TIA/EIA).
  • Categoria do cabo 3 (CAT3): É um cabo não blindado (UTP) usado para dados de até 10Mbits com a capacidade de banda de até 16 MHz. Foi muito usado nas redes Ethernet criadas nos anos noventa (10BASET). Ele ainda pode ser usado para VOIP, rede de telefonia e redes de comunicação 10BASET e 100BASET4.
(CAT3 é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B).
  • Categoria do cabo 4 (CAT4): É um cabo par trançado não blindado (UTP) que pode ser utilizado para transmitir dados a uma frequência de até 20 MHz e dados a 20 Mbps. Foi usado em redes que podem atuar com taxa de transmissão de até 20Mbps como token ring, 10BASET e 100BASET4. Não é mais utilizado pois foi substituido pelos cabos CAT5 e CAT5e.
(CAT4 não é mais recomendado pela TIA/EIA).
  • Categoria do cabo 5 (CAT5): usado em redes fast ethernet em frequências de até 100 MHz com uma taxa de 100 Mbps.
(CAT5 não é mais recomendado pela TIA/EIA).
  • Categoria do cabo 5e (CAT5e): é uma melhoria da categoria 5. Pode ser usado para frequências até 125 MHz em redes 1000BASE-T gigabit ethernet. Ela foi criada com a nova revisão da norma EIA/TIA-568-B.
(CAT5e é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B).
  • Categoria do cabo 6 (CAT6): definido pela norma ANSI EIA/TIA-568-B-2.1 possui bitola 24 AWG e banda passante de até 250 MHz e pode ser usado em redes gigabit ethernet a velocidade de 1.000 Mbps.
(CAT6 é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B).
  • Categoria 7 (CAT7): foi criado para permitir a criação de rede 10 gigabit Ethernet de 100m usando fio de cobre (apesar de atualmente esse tipo de rede esteja sendo usado pela rede CAT6).
Poderia surgir o questionamento de que o cabo categoria 6 seria igual ao categoria 5e. Apesar de ambos suportarem gigabit (ou seja, tem velocidades iguais) eles não são a mesma coisa, pois os cabos categoria 6 tem maior banda passante. A questão fala em capacidade de transmissão e não velocidade - sendo a capacidade determinada por diversos fatores, incluindo velocidade e banda passante.

Questão CERTA.

Questão 91 - STJ Técnico Informática

Entre os parâmetros do cabeamento metálico que devem ser observados na montagem de uma rede, destacam-se a resistência dos fios condutores e a impedância característica da linha.

=> esta é uma questão que exige mais conhecimentos da camada física, inclusive nos levando para o campo da eletrônica. Encontrei o seguinte link: http://under-linux.org/forums/wireless/92085-cabo-o-que-pode-ser-2.html. Nele há um post, o de número #10 onde o cidadão expõe exatamente a diferença entre resistência e impedância - bastante esclarecedor! De tudo que lá está dito, no entanto, nos interessam dois pontos:

1) "Trabalhar com perfeito casamento de impedância entre os equipamentos, cabos, conectores e antenas, implica na máxima transferência de potência de sinal irradiante para o meio de transmissão (o ar, no caso)." - por este parágrafo fica claro que o ideal é não haver o descasamento de impedância para maximizar o desempenho da transmissão.

2) "Possui também resistência ôhmica própria (especificada como resistência por metro nos “datasheets”), caracterizado pela espessura e tipo de material dos condutores (cobre, alumínio). Quanto mais grosso o condutor e mais puro o cobre, menor a resistência à passagem de corrente, tornando-o, portanto, melhor condutor." - portanto menor resistência significa mais velocidade na transmissão.

Não resta dúvida que a questão está CERTA.

Apenas para complemento aos estudos, ver o link http://pt.wikibooks.org/wiki/Introdu%C3%A7%C3%A3o_%C3%A0_Comunica%C3%A7%C3%A3o_entre_Computadores_e_Tecnologias_de_Rede/%C3%8Dndice/Caracter%C3%ADsticas_El%C3%A9tricas_de_um_Cabo

Questões 91 a 95 - STJ Técnico Informática

Para as questões 91 a 95, o enunciado é o seguinte:

A principal função de um cabo metálico ou cabo de fibra óptica em uma rede de comunicação é permitir a transmissão de sinais entre os dispositivos, componentes dessa rede, com o mínimo de degradação possível. Contudo, tanto o sinal elétrico quanto o sinal óptico ficam sob a ação constante de elementos internos e externos à rede. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

Questão 90 - STJ Técnico Informática

Em um sistema de comunicação implementado de acordo com o modelo OSI, os aspectos relativos à transmissão de sinais devem ser definidos na camada de transporte.

=> o modelo OSI prevê 7 camadas. A camada responsável pelos aspectos relativos à transmissão de sinais é a camada de enlace (camada 2). A camada de transporte é a de número 4 e cuida da transmissão fim-a-fim, separando as camadas superiores (5, 6 e 7) responsáveis pelas aplicações, das camadas inferiores (1,2 e 3) responsáveis pelo tráfego dos dados na rede propriamente dita. Para mais detalhes do modelo OSI, ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_osi

Resposta: ERRADA.

Questão 89 - STJ Técnico Informática

Em uma comunicação do tipo full duplex, a transmissão dos dados é feita em ambos os sentidos, porém em momentos diferentes.

=> esta definição corresponde à da comunicação half duplex. Na full duplex a transmissão de dados ocorre nos dois sentidos simultaneamente.

Questão ERRADA

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Questão 88 - STJ Técnico Informática

Entre as funções típicas de um DCE (data circuit-terminating equipment), encontram-se a de codificar informação e a de modular sinais digitais, adequando esses sinais às condições do meio de transmissão.

=> diferentemente do DTE (ver questão 87), um DCE encontra-se na parte mais central da rede, ou seja, não é um simples terminal da rede, mas parte da nuvem. Numa rede X.25, por exemplo, um DTE liga-se a um DCE, em nível de enlace, o que ajuda a confirmar o que está dito na questão.

Reposta CERTA. Para mais informações sobre DCE/DTE no X.25, ver http://pt.wikipedia.org/wiki/X.25

Questão 87 - STJ Técnico Informática

Em um sistema de comunicação de dados na forma de sinais digitais, o equipamento denominado DTE (data terminal equipment) é responsável por gerar e receber sinais digitais.

=> segundo o site http://www.intragov.sp.gov.br/menuprinc/glossar.html DTE é definido como: DTE - (DATA TERMINAL EQUIPMENT) EQUIPAMENTO TERMINAL DE DADOS – Equipamento formado por uma fonte de dados (gerador de dados) ou um receptor de dados, ou por um gerador e um receptor em conjunto. É, portanto, qualquer equipamento terminal de dados a ser conectado à rede, entre eles, host, micro computador, etc. O equipamento pode ser origem ou destino de informação.

Assim, resposta CERTA

Questão 86 - STJ Técnico Informática

Na transmissão de dados na forma de sinais digitais, é dispensável o uso de amplificadores para compensar a atenuação do sinal causada pelo canal, devido ao fato de sinais digitais serem robustos a esse tipo de atenuação.

=> qualquer meio de transmissão pode sofrer atenuação de sinal, quer seja o sinal digital ou não. Sempre será necessário o uso de amplificadores (às vezes chamam-se repetidores) de sinal, para reforçá-lo. Portanto, ERRADA.

STJ - técnico judiciário 2008-set-28

Começamos em 01-10-2008 com a prova para o cargo de técnico judiciário, especialidade Informática, do STJ. Prova realizada em 28-09-2008 em Brasília. O CESPE organizou o certame, lembrando que as respostas são ou Certo ou Errado, ou seja, os itens devem ser julgados pelo candidato.

Inicialmente tratamos as questões de redes de computadores e assuntos relacionados. São as questões de 86 a 120. Por motivos didáticos, vou publicar uma questão por vez, para que cada uma possa ser comentada e trabalhada em separado.

Inicializando...

Criei este blog para publicar questões de TI que já cairam em concursos públicos. Além de apresentar a questão, vou publicar a resposta, bem como os comentários e referências que ajudem no entendimento da questão. Todos estão convidados a contribuir nas discussões e assim podermos todos aprender juntos sobre os assuntos de TI que estão caindo nos concursos reais. Nesta primeira fase, conto com a colaboração imediata e também presencial dos colegas Diógenes e Erika, pois agora formamos um grupo de estudos. Nossos debates também irão parar aqui no blog.

Chega de papo e vamos ao que interessa...